Comitê de Saúde do Judiciário: dados da pandemia revelam estabilização da contaminação e menor número de óbitos desde março de 2020

reucomitedesaude04-22.jpgO Comitê Estadual de Saúde da Justiça do Amapá (CES-JUS) realizou, na tarde desta quarta-feira (27), sua 29ª Reunião Ordinária, ocasião na qual autoridades municipais e estaduais de Saúde revelaram informações positivas quanto à contaminação (queda no número de casos), ocupação de leitos (nenhum leito covid ocupado no levantamento feito no último sábado) e queda de letalidade (nenhuma morte por covid-19 no Amapá nas duas últimas semanas). A reunião, realizada virtualmente por meio do aplicativo Zoom Meetings, foi conduzida pelo desembargador Carlos Tork, que preside o Comitê e é vice-presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP).

De acordo com Margarete Gomes, da Secretaria de Vigilância Sanitária do Estado do Amapá (SVS), o Relatório Epidemiológico nº 016/2022 demonstrou que a última semana epidemiológica, que fechou no último sábado (dia 23/04/2022) demonstra uma estabilização na média de casos por dia, com apenas um caso. “Nas duas últimas semanas epidemiológicas não houve registro de óbitos no estado e, neste último sábado, não tínhamos nenhum leito de UTI ocupado com paciente de Covid-19 – seja na rede pública ou na privada”, comemorou.

“Quanto a leitos clínicos, não tínhamos nenhum na rede pública e somente seis na rede privada com pacientes com Covid-19”, acrescentou. “Só na terça-feira (26) foi que tivemos notícias de duas pessoas na rede pública em leito clínico e 10 suspeitas de Covid-19 na rede privada”, complementou.

Segundo o relatório apresentado, 15 municípios do estado do Amapá constam com risco mínimo, no ‘verde’, “mas Macapá ainda sinaliza risco, apesar de ser muito baixo, devido aos últimos casos registrados”.

“Nossa evolução está muito boa e estamos no melhor panorama epidemiológico desde o início da pandemia”, garantiu Margarete Gomes. “A faixa etária mais acometida foi de 30 a 39 anos, seguida de 40 a 49 anos e em seguida de 20 a 29 anos”, observou a representante da SVS.

Quanto ao impacto das comorbidades nos pacientes de Covid-19, os pacientes cardíacos, os diabéticos, os portadores de doenças respiratórias e os imunossuprimidos foram, nesta ordem (decrescente de gravidade), os que mais sofreram. “Quanto ao perfil de óbitos ao longo da pandemia, o maior número de óbitos ficou na faixa de 60 a 69 anos, seguida da faixa de 70 a 79 anos, confirmando diversos estudos que demonstram óbito maior em tais faixas etárias”, concluiu.

A médica pediatra Érica Aymoré, titular da Secretaria Municipal de Saúde de Macapá (Semsa), afirmou que atualmente todos os postos de saúde estão funcionantes inclusive para a imunização regular, com vacinas em todas as unidades. “Apesar disso, temos detectado uma baixa procura por parte dos pais, não só pela vacina contra Covid-19, na faixa etária dos 05 aos 12 anos, mas também para outras vacinações, como o Sarampo”, lamentou.

O subsecretário de Vigilância em Saúde (SVS) do Município de Macapá, Kleveton Siqueira, ressaltou que atualmente a cobertura vacinal de covid-19 dos 05 aos 12 anos é de apenas 32%. “A pouca procura por parte dos pais é um desafio, mas devemos divulgar mais para estimular uma mudança de atitude e incluir uma ação nesse sentido nas ações itinerantes”, complementou.

Apesar do quadro geral positivo, o médico Ronaldo Dantas, do Núcleo de Apoio Técnico da Justiça do Amapá (NAT-JUS), Ronaldo Dantas, ressaltou que ainda é preciso ter alguma cautela em relação à cobertura vacinal. “Estamos saindo da fase epidêmica e entrando na fase endêmica, mas precisamos ter muita atenção pois não fomos muito bons em evitar a contaminação”, ressaltou. “Enquanto 14% da população nacional foi contaminada, no Amapá foram 18%”, lembrou.

“Sim, fomos bons em evitar a mortalidade, com número de fatalidades abaixo da média nacional”, reconheceu, mas acrescentou que “não tão bons assim em evitar a transmissão, e a vacinação é a melhor maneira fazer isso – e comparando com o resto do país estamos na lanterna nesse quesito”.

“Apesar de nossa cobertura ser insatisfatória, nos beneficiamos com a boa cobertura vacinal de outros estados ao nosso redor”, ponderou o médico, ao que acrescentou: “do ponto de vista da possibilidade de retomada da contaminação, em novas ondas como têm acontecido em alguns lugares ao redor do mundo, há risco de aumento em áreas de grande densidade populacional ou bolsões de baixa cobertura vacinal”.

“Precisamos manter e reforçar a ampliação da cobertura vacinal para evitar que nos tornemos um celeiro de novas mutações”, concluiu o médico Ronaldo Dantas.

O desembargador Carlos Tork registrou sua gratidão aos especialistas e autoridades que integraram o encontro. “Agradeço às autoridades de saúde por seu empenho na disponibilização de leitos de UTI, profissionais e materiais para atender às necessidades do nosso estado”, pontuou. “Mas também agradeço a todos aqui por termos, juntos, por meio do diálogo institucional entre o poder público e a iniciativa privada, unindo nossas mentes e ações no enfrentamento em conjunto ao longo desses dois últimos anos”, acrescentou.

“Acredito que foi uma experiência difícil, com muitas perdas para todos, mas foi por estarmos juntos que não foi pior. O desafio existiu e em parte ainda permanece, mas lidamos melhor com ele em grupo”, concluiu.


 - Macapá, 28 de abril de 2022 -

Assessoria de Comunicação Social

Texto: Aloísio Menescal
Arte: Carol Chaves
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